Em Lisboa, o Bairro das Amoreiras conta a história da produção de seda em Portugal, nascida ainda no século XIII e consolidada no período joanino. Projetado em 1759 pelo arquiteto Carlos Mardel, o bairro surgiu em torno do Aqueduto das Águas Livres, como parte de uma estratégia urbana inovadora da Coroa portuguesa.
O conjunto arquitetónico foi concebido para acolher artesãos e pequena…
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Em Lisboa, o Bairro das Amoreiras conta a história da produção de seda em Portugal, nascida ainda no século XIII e consolidada no período joanino. Projetado em 1759 pelo arquiteto Carlos Mardel, o bairro surgiu em torno do Aqueduto das Águas Livres, como parte de uma estratégia urbana inovadora da Coroa portuguesa.
O conjunto arquitetónico foi concebido para acolher artesãos e pequenas unidades industriais, com casas de planta retangular distribuídas em dois andares, tetos baixos em madeira e janelas alinhadas simetricamente. Cada habitação funcionava simultaneamente como residência e oficina, permitindo aos artesãos desenvolver a produção de seda.
Após o terramoto de 1755, esta zona de Santa Isabel tornou-se fundamental para a reconstrução de Lisboa, preservando a memória industrial da cidade. Um dos edifícios, localizado na Praça das Amoreiras, acolhe hoje o Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, transformando o espaço fabril num centro cultural que preserva não apenas a história da seda, mas também a arte contemporânea portuguesa.
O bairro mantém três quarteirões originais, testemunhando a arquitetura pombalina e a dinâmica industrial de meados do século XVIII.
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