Mandado construir por Nuno Franco de Oliveira Falcão entre 1969 e 1971, o Edifício "Franjinhas" representa obra verdadeiramente inovadora projectada pelo atelier de Teotónio Pereira, Nuno Portas e João Braula Reis, distinguida com o Prémio Valmor de 1971. Surgindo no contexto de crescimento económico e especulação urbana que transformou Lisboa nos anos 60 e 70, o edifício reflecte a era dos edi…
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Mandado construir por Nuno Franco de Oliveira Falcão entre 1969 e 1971, o Edifício "Franjinhas" representa obra verdadeiramente inovadora projectada pelo atelier de Teotónio Pereira, Nuno Portas e João Braula Reis, distinguida com o Prémio Valmor de 1971. Surgindo no contexto de crescimento económico e especulação urbana que transformou Lisboa nos anos 60 e 70, o edifício reflecte a era dos edifícios para o sector terciário, explorando capacidades expressivas do betão com forte influência da arquitectura de Turim de finais dos anos 60.
O elemento mais marcante é o diálogo inovador entre espacialidade interior e exterior fortemente impresso nas franjas da fachada que conferem a designação popular ao edifício. A articulação em galeria de dois níveis desenquadrados com a rua e a relação cheio/vazio da fachada com palas em betão criam comunicabilidade através de jogo de galerias e escadas aproveitando gaveto boleado na casca superior e roto nos três primeiros pisos comerciais.
Os dois primeiros pisos relacionam-se com a rua através de galeria e snack-bar com mezanino abrindo para varandas corridas, transportando literalmente a rua para o interior. Os seis pisos superiores destinam-se a escritórios, com coroamento para restauração e administração. Juntamente com o vizinho Castil do atelier Conceição Silva, compõe conjunto dos mais conseguidos edifícios em torno do Marquês de Pombal, assumindo imagem insólita que suscitou diálogo crítico e controvérsia mas permanece referência incontornável da arquitectura lisboeta modernista.
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