Na região saloia, a norte do município de Odivelas, encontram-se as cinco fontes históricas de Caneças, um conjunto arquitetónico que conta a história da água em Lisboa durante os séculos XIX e XX. Construídas entre 1898 e 1933, estas fontes nasceram da necessidade de fornecer água de qualidade à capital, num período em que o Aqueduto das Águas Livres não conseguia satisfazer as necessidades da…
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Na região saloia, a norte do município de Odivelas, encontram-se as cinco fontes históricas de Caneças, um conjunto arquitetónico que conta a história da água em Lisboa durante os séculos XIX e XX. Construídas entre 1898 e 1933, estas fontes nasceram da necessidade de fornecer água de qualidade à capital, num período em que o Aqueduto das Águas Livres não conseguia satisfazer as necessidades da população.
Cada fonte possui características arquitetónicas únicas: desde o estilo neo-manuelino da Fonte das Piçarras, com os seus arcos canopiais e gárgulas, até ao desenho neo-romântico da Fonte dos Castanheiros, com os seus três arcos de volta perfeita. Os painéis de azulejos, os embrechados e os pormenores decorativos revelam a riqueza artística da época.
Entre 1910 e 1940, estas fontes foram fundamentais no abastecimento de água, sendo comercializadas em bilhas de barro da região. A água, considerada límpida e terapêutica pela Sociedade Farmacêutica Lusitana em 1842, era vendida em Lisboa e utilizada na agricultura local.
Com a chegada da água canalizada e de outras águas minerais, as fontes de Caneças entraram em declínio, permanecendo hoje como um valioso registo patrimonial da história hídrica portuguesa.
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