Em Portalegre, o antigo Convento de São Francisco revela uma fascinante história que atravessa séculos de transformação cultural e industrial. Fundado no último quartel do século XIII junto à Porta do Alegrete, o convento preserva elementos arquitetónicos góticos originais, como dois absidíolos na cabeceira, abóbadas de cruzaria e janelas elegantes da nave.
Durante os séculos XVI e XV…
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Em Portalegre, o antigo Convento de São Francisco revela uma fascinante história que atravessa séculos de transformação cultural e industrial. Fundado no último quartel do século XIII junto à Porta do Alegrete, o convento preserva elementos arquitetónicos góticos originais, como dois absidíolos na cabeceira, abóbadas de cruzaria e janelas elegantes da nave.
Durante os séculos XVI e XVII, o espaço sofreu significativas remodelações barrocas, incluindo a reformulação do corpo da igreja e a construção de um novo retábulo na capela-mor. Após a extinção das Ordens Religiosas, o complexo conventual conheceu um novo destino industrial.
Em 1848, o espaço acolheu uma oficina de cortiça fundada por Thomas Reynolds e posteriormente adquirida por Georges Williams Robinson. A Fábrica de Cortiça Robinson transformou parte do convento em unidade industrial, mantendo estruturas originais como arcarias do claustro, espaços abobadados e escadarias.
O conjunto patrimonial documenta a evolução urbana de Portalegre, combinando elementos religiosos medievais com infraestruturas industriais do século XX. Destacam-se doze autoclaves para processamento de cortiça, habitações de trabalhadores e pormenores decorativos como azulejos e pinturas murais.
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