Na Igreja de Santa Maria, em Óbidos, o túmulo de D. João de Noronha e D. Isabel de Sousa constitui um notável exemplo da arte renascentista portuguesa do século XVI. Construído entre 1525 e 1532, o monumento funerário combina elementos arquitetónicos de excecional refinamento, atribuídos a artistas como Nicolau Chanterene e João de Ruão.
A estrutura integra uma edícula com abóbadas or…
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Na Igreja de Santa Maria, em Óbidos, o túmulo de D. João de Noronha e D. Isabel de Sousa constitui um notável exemplo da arte renascentista portuguesa do século XVI. Construído entre 1525 e 1532, o monumento funerário combina elementos arquitetónicos de excecional refinamento, atribuídos a artistas como Nicolau Chanterene e João de Ruão.
A estrutura integra uma edícula com abóbadas ornamentadas, emoldurada por um arco lavrado assente em pilastras trabalhadas. As colunas laterais apresentam estatuetas sob baldaquinos, com anjos repousando nas extremidades. Na face do túmulo, uma inscrição surge entre dois anjos que seguram os brasões dos Noronha e Sousa.
O grupo escultórico central representa a Deposição no Túmulo, destacando-se a figura da Virgem com Cristo nos braços, acompanhada por São João Evangelista e Santa Maria Madalena. Pormenores como os panejamentos delicados e a expressividade das faces revelam o domínio técnico dos escultores.
Rematando o conjunto, um baixo-relevo da Assunção da Virgem surge enquadrado por um nicho, com a figura do Padre Eterno no vértice. Classificado como Monumento Nacional em 1933, o túmulo oferece aos visitantes um olhar íntimo sobre a arte funerária renascentista portuguesa.
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