Na cidade de Tomar, os Estaus representam um importante vestígio da arquitetura medieval portuguesa, mandados construir pelo Infante D. Henrique na primeira metade do século XV. Originalmente concebidos como hospedaria para funcionários do reino, nobres e feirantes que se deslocavam à cidade, estes edifícios faziam parte de um complexo arquitetónico com duas alas de arcadas que formavam uma esp…
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Na cidade de Tomar, os Estaus representam um importante vestígio da arquitetura medieval portuguesa, mandados construir pelo Infante D. Henrique na primeira metade do século XV. Originalmente concebidos como hospedaria para funcionários do reino, nobres e feirantes que se deslocavam à cidade, estes edifícios faziam parte de um complexo arquitetónico com duas alas de arcadas que formavam uma espécie de loggia.
Localizados na antiga rua principal da cidade, os Estaus estavam diretamente ligados à dinâmica comercial local, servindo a Ordem de Cristo e proporcionando alojamento aos viajantes. No início do século XVI, os espaços começaram a ser arrendados para habitação e comércio, passando posteriormente para administração da Misericórdia.
Atualmente, restam poucos elementos arquitetónicos originais: alguns arcos ogivais integrados nas paredes de edifícios e dois arcos quebrados isolados num jardim fronteiro. Estes fragmentos, inseridos na malha urbana de Tomar, testemunham a evolução arquitetónica e social da cidade, permitindo aos visitantes vislumbrar um momento importante da história medieval portuguesa.
Os arcos, com as suas cantarias e silhares inscritos (pedras lavradas de forma retangular usadas no revestimento de paredes), revelam técnicas construtivas características do gótico português, oferecendo um olhar único sobre a arquitetura e organização urbana de Tomar no século XV.
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