A Ponte sobre o Rio Gilão, em Tavira, é um notável exemplo da engenharia portuguesa que atravessa séculos de história. Construída originalmente na época romana, o monumento atual resulta de uma profunda reconstrução no século XVII, realizada pelo arquiteto Mateus do Couto em 1657.
Com 87 metros de comprimento e 6,45 metros de largura, a ponte apresenta sete arcos de volta perfeita, as…
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A Ponte sobre o Rio Gilão, em Tavira, é um notável exemplo da engenharia portuguesa que atravessa séculos de história. Construída originalmente na época romana, o monumento atual resulta de uma profunda reconstrução no século XVII, realizada pelo arquiteto Mateus do Couto em 1657.
Com 87 metros de comprimento e 6,45 metros de largura, a ponte apresenta sete arcos de volta perfeita, assimétricos e ligeiramente inclinados. Os cinco primeiros arcos, que ligam à margem direita, são reforçados por talhamares triangulares e retangulares, elementos que permitiam o cruzamento de carruagens e carros de tração animal.
Vestígios da sua origem romana são visíveis nos três arcos orientais, de menor dimensão e colocados a uma cota inferior. Durante a Idade Média, a ponte integrava o sistema defensivo da cidade, com torres de proteção nas extremidades, posteriormente removidas na intervenção seiscentista.
A estrutura sobreviveu a diversos desafios, incluindo uma cheia significativa em 1989 que destruiu dois arcos, tendo sido reconstruída até 1992. Hoje, a ponte continua a ser um elemento fundamental na paisagem urbana de Tavira, ligando as margens do Rio Gilão e testemunhando a resiliência da arquitetura portuguesa.
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