No coração de Silves, no Museu Municipal de Arqueologia, encontra-se um poço-cisterna almóada único, construído entre os séculos XII e XIII. Esta estrutura circular, com 2,45 metros de diâmetro e 18 metros de profundidade, revela a sofisticada engenharia hidráulica islâmica.
A cisterna distingue-se pela sua escadaria espiralada em pedra local de grés vermelho, que permite o acesso ao …
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No coração de Silves, no Museu Municipal de Arqueologia, encontra-se um poço-cisterna almóada único, construído entre os séculos XII e XIII. Esta estrutura circular, com 2,45 metros de diâmetro e 18 metros de profundidade, revela a sofisticada engenharia hidráulica islâmica.
A cisterna distingue-se pela sua escadaria espiralada em pedra local de grés vermelho, que permite o acesso ao interior. Três janelas estrategicamente colocadas em diferentes níveis facilitavam a recolha de água conforme a sua altura e garantiam a ventilação do espaço.
Erguido durante o período almóada, o poço foi construído próximo às muralhas da cidade, após a primeira conquista cristã. Os vestígios arqueológicos revelam uma ocupação anterior, com materiais tardo-romanos e visigóticos, demonstrando a continuidade histórica do local.
O espólio cerâmico recuperado do poço, datado dos séculos XV e XVI, inclui peças de importação valenciana, sevilhana, italiana, holandesa e chinesa, além de produções locais. Estes fragmentos oferecem um retrato rico da vida quotidiana e das redes comerciais da época.
Classificado como Monumento Nacional, o poço-cisterna constitui um elemento fundamental para compreender a complexidade urbana e cultural de Silves durante o período islâmico.
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