Na vila da Luz, no Algarve, os vestígios da Estação Arqueológica Romana revelam um complexo histórico de grande importância. Datado entre os séculos I e IV d.C., o sítio arqueológico integra um sofisticado balneário romano e um complexo industrial de salga de peixe, ocupando uma extensa área de 300 metros ao longo da linha costeira.
O balneário, construído entre os séculos II e III, a…
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Na vila da Luz, no Algarve, os vestígios da Estação Arqueológica Romana revelam um complexo histórico de grande importância. Datado entre os séculos I e IV d.C., o sítio arqueológico integra um sofisticado balneário romano e um complexo industrial de salga de peixe, ocupando uma extensa área de 300 metros ao longo da linha costeira.
O balneário, construído entre os séculos II e III, apresentava um sistema complexo de canalizações ligado ao oceano e ao Ribeiro da Quinta da Luz. No seu interior, salas retangulares com diferentes temperaturas - incluindo hipocausto (fornalha), tepidário (banhos quentes) e frigidário (banhos frios) - eram revestidas por mosaicos elaborados.
A zona industrial, composta por cetárias (tanques de salga), estendia-se por 156 metros, demonstrando a importância económica da produção de derivados de peixe. Os tanques foram construídos em fases distintas, evidenciando a evolução da atividade ao longo do tempo.
Escavado inicialmente por Estácio da Veiga no século XIX, o local sofreu várias transformações urbanas. Em 1992, foi classificado como Imóvel de Interesse Público, preservando memórias de uma comunidade romana que habitou esta região algarvia.
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