Café Martinho
Eça de Queirós — A Correspondência de Fradique Mendes
A minha intimidade com Fradique Mendes começou em 1880, em Paris, pela Páscoa, justamente na semana em que ele regressara da sua viagem à África Austral. O meu conhecimento porém com esse homem admirável datava de Lisboa, do ano remoto de 1867. Foi no Verão desse ano, uma tarde, no Café Martinho, que encontrei, num número já amarrotado da «Revolução de Setembro», este nome de C. Fradique Mendes, e…
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Additional Excerpts
Depois, uma tarde, no Martinho, Neto tornou a falar-lhe: disse-lhe que reflectira muito e que estava disposto a ir fazer com a filha uma viajata até ao Minho… para evitar falatórios!
- Quer você vir tomar o seu chá ao Martinho? - perguntou o dr. Margaride ao desembocarmos no Rossio - Não sei se você conhece a torrada do Martinho… É a melhor torrada de Lisboa.
No Martinho, já silencioso, o gás ia adormecendo entre os espelhos baços; e havia apenas numa mesa do fundo um moço triste, com a cabeça enterrada entre os punhos, diante dum capilé.
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