Ramalhão

Eça de Queirós — A Tragédia da Rua das Flores
Às vezes descia os vidros, olhava. A charneca monótona e escura perdia-se, dos dois lados, na escuridão. Um vento frio rolava as suas ondulações lentas por cima dos terrenos lisos. E as mesmas estrelinhas, no ar, pareciam tremer de frio. Vinham-lhe ao cérebro frases de romances, pedaços de árias. Mas a melopeia do fado exprimia melhor o vago sentimentalismo dolente do seu espírito. E pôs-se a cant… see more
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