O Palácio dos Arcos, majestoso edifício que deu nome à vila de Paço de Arcos, ergue-se às margens do Tejo desde finais do século XV como testemunha privilegiada da epopeia dos Descobrimentos. Construído por Antão Martins Homem, fidalgo da Casa dos Infantes e capitão donatário da Vila da Praia nos Açores, o palácio ganhou fama pela sua varanda singular, de onde, segundo a tradição, o rei D. Manu…
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O Palácio dos Arcos, majestoso edifício que deu nome à vila de Paço de Arcos, ergue-se às margens do Tejo desde finais do século XV como testemunha privilegiada da epopeia dos Descobrimentos. Construído por Antão Martins Homem, fidalgo da Casa dos Infantes e capitão donatário da Vila da Praia nos Açores, o palácio ganhou fama pela sua varanda singular, de onde, segundo a tradição, o rei D. Manuel I assistiu por diversas vezes à partida das naus rumo à Índia, incluindo a histórica viagem de Vasco da Gama.
Severamente danificado pelo terramoto de 1755, o palácio foi reconstruído ainda no século XVIII, preservando a sua imponente fachada virada ao rio. Dois torreões pentagonais enquadram um corpo central com três arcos de volta perfeita que suportam uma elegante varanda-terraço em ferro, onde se mantém a pedra de armas dos Lencastre e Saldanha, famílias que herdaram a propriedade através do morgadio criado em 1698 por D. Teresa Eufrásia de Meneses.
O conjunto arquitectónico, de planta em L, inclui uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário com notável retábulo barroco em mármore de colunas pseudo-salomónicas. Os jardins em terraço, a mata envolvente e a casa de fresco ornamentada com embrechados de porcelana chinesa completam este cenário de rara beleza.
Adquirido pela Câmara Municipal de Oeiras em 2001, o Palácio dos Arcos permanece como símbolo vivo de uma época em que estas paragens eram pura ruralidade e testemunha do tempo em que Portugal se lançou aos oceanos.
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