No coração do Vale da Vilariça, o sítio arqueológico do Cabeço da Mina revela um santuário calcolítico único na Península Ibérica. Datado de cerca de 3000 a.C., o local apresenta uma concentração excecional de estelas antropomórficas que testemunham as primeiras comunidades agro-pastoris da região.
Implantado numa pequena elevação, o sítio é delimitado por um anel lítico que contém um…
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No coração do Vale da Vilariça, o sítio arqueológico do Cabeço da Mina revela um santuário calcolítico único na Península Ibérica. Datado de cerca de 3000 a.C., o local apresenta uma concentração excecional de estelas antropomórficas que testemunham as primeiras comunidades agro-pastoris da região.
Implantado numa pequena elevação, o sítio é delimitado por um anel lítico que contém um conjunto de estelas em granito e xisto. As peças, maioritariamente retangulares, exibem pormenores fascinantes: rostos esculpidos com olhos e nariz, representações de colares e cinturas, e motivos geométricos que sugerem representações de divindades e entidades territoriais.
A ausência de espólio cerâmico e de representações de armas indica que este espaço seria provavelmente um local ritual, não habitacional. As investigações arqueológicas, conduzidas por Francisco Sande Lemos e Orlando Sousa nos anos 80, revelaram cerca de trinta estelas-menires, algumas decoradas com padrões complexos.
O Centro Interpretativo do Cabeço da Mina, inaugurado em 2017, contextualiza este achado arqueológico, permitindo aos visitantes compreender a dimensão histórica e cultural deste território desde o Paleolítico até à chegada dos romanos.
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