Na encosta de São Mateus, em Santarém, descobrem-se ruínas de um edifício histórico cujas origens permanecem enigmáticas. Alguns investigadores sugerem tratar-se de vestígios de um templo dedicado a Mitra, datado dos séculos II-III, enquanto outros apontam para características maneiristas de épocas posteriores.
O complexo arquitetónico revela uma estrutura intrigante, composta por com…
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Na encosta de São Mateus, em Santarém, descobrem-se ruínas de um edifício histórico cujas origens permanecem enigmáticas. Alguns investigadores sugerem tratar-se de vestígios de um templo dedicado a Mitra, datado dos séculos II-III, enquanto outros apontam para características maneiristas de épocas posteriores.
O complexo arquitetónico revela uma estrutura intrigante, composta por compartimentos interligados. O espaço central inclui uma sala circular com uma cúpula de tijoleira, organizada em três secções distintas. As paredes apresentam doze nichos de abóbada semi-esférica, evidenciando técnicas construtivas elaboradas.
Atualmente, apenas um troço de parede - possivelmente um fragmento de muralha antiga - e alguns elementos arquitetónicos como contrafortes, porta e janela são visíveis a partir da zona de Santa Cruz. A construção posterior de um edifício do Banco de Portugal e do teatro municipal condicionam qualquer intervenção arqueológica futura.
Para os investigadores, a recuperação deste local exigirá escavações arqueológicas cuidadosas e uma integração no circuito de património protegido, permitindo desvendar os mistérios que estas ruínas ainda guardam sobre as comunidades que habitaram Santarém em diferentes períodos históricos.
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