As muralhas de Santarém contam a história de uma cidade estratégica, construída sobre um planalto dominante no rio Tejo. Desde o século VIII a.C., este território foi habitado por diversos povos - fenícios, romanos, visigodos e árabes - que sucessivamente ocuparam e fortificaram o local.
No século XII, o rei D. Afonso Henriques conquistou o castelo em 1147, transformando Santarém num …
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As muralhas de Santarém contam a história de uma cidade estratégica, construída sobre um planalto dominante no rio Tejo. Desde o século VIII a.C., este território foi habitado por diversos povos - fenícios, romanos, visigodos e árabes - que sucessivamente ocuparam e fortificaram o local.
No século XII, o rei D. Afonso Henriques conquistou o castelo em 1147, transformando Santarém num ponto crucial da Reconquista cristã. As muralhas medievais, com panos verticais coroados por merlões prismáticos e reforçados por torres quadrangulares, protegiam sete portas de acesso que ligavam diferentes zonas da cidade.
Atualmente, restam vestígios significativos, como o recinto das Portas do Sol - com três torreões e uma guarita seiscentista - e troços junto à Porta da Traição. A Torre das Cabaças, antiga Torre de Alpram, marca presença como elemento histórico singular.
As muralhas sofreram múltiplas transformações ao longo dos séculos, tendo sido reparadas durante os reinados de D. Fernando e restauradas nas Guerras da Restauração e Liberais. O crescimento urbano e demolições progressivas reduziram substancialmente a estrutura original, mas os fragmentos preservados continuam a narrar a rica história militar e urbana de Santarém.
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