No centro histórico de Santar, no distrito de Viseu, a Quinta do Paço dos Cunhas revela uma fascinante narrativa arquitetónica que atravessa séculos. Construída originalmente em 1609 por D. Pedro da Cunha, a propriedade de 8 hectares integra dois núcleos distintos: o Paço dos Cunhas, de estilo maneirista, e a Casa do Soito, de origem barroca.
O acesso faz-se por um portal sóbrio volta…
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No centro histórico de Santar, no distrito de Viseu, a Quinta do Paço dos Cunhas revela uma fascinante narrativa arquitetónica que atravessa séculos. Construída originalmente em 1609 por D. Pedro da Cunha, a propriedade de 8 hectares integra dois núcleos distintos: o Paço dos Cunhas, de estilo maneirista, e a Casa do Soito, de origem barroca.
O acesso faz-se por um portal sóbrio voltado para a histórica Praça da Carvalha, onde se destaca um brasão que assinala a importância da família Cunha. A construção inicial, provavelmente erguida sobre estruturas medievais anteriores, sofreu significativas transformações após 1641, quando D. Lopo da Cunha foi exilado por conspiração contra D. João IV.
Os jardins constituem um elemento singular, organizados em diferentes níveis e compostos por canteiros de buxo, rampas e escadarias. Destacam-se elementos como tanques de granito, fontes com nichos, e uma notável coleção botânica que inclui palmeiras, cedros, magnólias e camélias.
A Casa do Soito, construída no século XVIII pela família Coelho do Amaral, apresenta uma fachada marcada por linhas curvas e dinâmicas, com cinco vãos por piso e um brasão central que sublinha o estatuto social dos seus proprietários.
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