Na Cidade Universitária de Lisboa, a Torre do Tombo emerge como um templo moderno da memória histórica portuguesa. Projetado pelo arquiteto Arsénio Cordeiro e inaugurado em 1990, o edifício alberga o Arquivo Nacional, guardião de mais de dez séculos de documentação histórica.
A estrutura arquitetónica impressiona pela sua geometria: dois paralelepípedos brancos unidos por um corpo cen…
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Na Cidade Universitária de Lisboa, a Torre do Tombo emerge como um templo moderno da memória histórica portuguesa. Projetado pelo arquiteto Arsénio Cordeiro e inaugurado em 1990, o edifício alberga o Arquivo Nacional, guardião de mais de dez séculos de documentação histórica.
A estrutura arquitetónica impressiona pela sua geometria: dois paralelepípedos brancos unidos por um corpo central, formando um H majestoso. As fachadas em betão branco, austeras e quase herméticas, evocam um cofre-forte onde repousam 150 quilómetros de prateleiras documentais.
Elementos únicos marcam o edifício, como oito gárgulas esculpidas por José Aurélio. Cada uma representa conceitos fundamentais: comunicação, memória, conflito e paz. Esculpidas em blocos de pedra de 30 toneladas, simbolizam diferentes formas de transmissão do conhecimento humano.
O acervo documental é extraordinário, incluindo documentos anteriores à fundação de Portugal, processos da Inquisição, registos da PIDE e a bula 'Manifestis Probatum', reconhecida pela UNESCO como Memória do Mundo.
Classificado como Monumento de Interesse Público desde 2012, o edifício não é apenas um arquivo, mas um símbolo da preservação da memória coletiva portuguesa.
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