No coração de uma paisagem serrana, este povoado fortificado da Idade do Ferro revela os modos de vida das comunidades que habitaram o território português entre os séculos IX e VIII a.C. Implantado no topo de um esporão rochoso sobranceiro ao ribeiro do Rojão, o local oferece um domínio visual impressionante sobre a planície envolvente.
As quatro linhas de muralhas defensivas, constr…
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No coração de uma paisagem serrana, este povoado fortificado da Idade do Ferro revela os modos de vida das comunidades que habitaram o território português entre os séculos IX e VIII a.C. Implantado no topo de um esporão rochoso sobranceiro ao ribeiro do Rojão, o local oferece um domínio visual impressionante sobre a planície envolvente.
As quatro linhas de muralhas defensivas, construídas com blocos graníticos assentes em seco, protegiam um conjunto de habitações de planta predominantemente circular. Os arqueólogos descobriram vestígios que atestam diferentes momentos de ocupação, desde a Idade do Ferro até ao período romano.
O espólio arqueológico recuperado nas escavações inclui fragmentos de cerâmica, mós manuais, pesos de tear, objectos metálicos como alfinetes de cabelo, e vestígios de vidro e ânforas. Estas peças documentam a complexidade social e as práticas quotidianas das comunidades que aqui residiram.
A estrutura do povoado, com as suas plataformas aplanadas e construções de aparelho irregular, demonstra o conhecimento técnico e a adaptação estratégica dos seus construtores ao território montanhoso.
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