Segura, uma antiga povoação situada num outeiro à margem direita do rio Erges, na fronteira entre Portugal e Espanha, guarda memórias de uma história secular. Os vestígios históricos sugerem que o local terá sido inicialmente uma atalaia romana, estrategicamente posicionada junto a uma via militar que ligava Mérida à Guarda.
No século XIII, a região integrou o dote de D. Isabel de Ara…
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Segura, uma antiga povoação situada num outeiro à margem direita do rio Erges, na fronteira entre Portugal e Espanha, guarda memórias de uma história secular. Os vestígios históricos sugerem que o local terá sido inicialmente uma atalaia romana, estrategicamente posicionada junto a uma via militar que ligava Mérida à Guarda.
No século XIII, a região integrou o dote de D. Isabel de Aragão aquando do seu casamento com D. Dinis. Posteriormente, passou para a tutela da Ordem do Templo e, após 1311, para a Ordem de Cristo. Em 1510, D. Manuel atribuiu foral à povoação, concedendo-lhe estatuto de concelho até 1836, quando foi anexada a Salvaterra do Extremo.
O pelourinho, símbolo maior da antiga autonomia municipal, destaca-se no largo da antiga Casa da Câmara. Construído na época manuelina, apresenta uma estrutura complexa: assente numa plataforma circular, possui uma coluna oitavada decorada com elementos simbólicos como a Cruz de Cristo, a esfera armilar e os escudos régios.
A arquitetura do pelourinho, semelhante a outros na região, testemunha a importância histórica de Segura como núcleo administrativo local, preservando memórias de um passado profundamente ligado às dinâmicas territoriais medievais portuguesas.
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