Na aldeia de Matança, no município de Fornos de Algodres, distrito da Guarda, encontra-se um pelourinho quinhentista que conta a história local com cada pormenor arquitetónico. Construído após o foral manuelino de 1514, este monumento assinala a autonomia administrativa concedida à povoação por D. Manuel I.
O pelourinho assenta num soco octogonal de três degraus, com uma coluna lisa d…
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Na aldeia de Matança, no município de Fornos de Algodres, distrito da Guarda, encontra-se um pelourinho quinhentista que conta a história local com cada pormenor arquitetónico. Construído após o foral manuelino de 1514, este monumento assinala a autonomia administrativa concedida à povoação por D. Manuel I.
O pelourinho assenta num soco octogonal de três degraus, com uma coluna lisa de granito também de secção octogonal. No topo, uma estrutura complexa composta por pirâmides truncadas e uma gaiola curiosamente desenhada marca a sua singularidade. As quatro peças da gaiola, perfuradas com orifícios em forma de H, sugerem um possível propósito original de abrigo para aves.
Semelhante a outros pelourinhos da região, como os de Ínfias e Figueiró da Granja, este elemento patrimonial documenta as práticas administrativas e simbólicas dos concelhos rurais portugueses no início do século XVI. A sua localização num pequeno largo central reforça o seu papel histórico como produto da vida comunitária e símbolo de poder local.
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