O pelourinho de Cedovim, datado de 1574, marca o centro histórico desta antiga vila transmontana, testemunhando a autonomia municipal durante o período manuelino. Localizado no largo fronteiro aos antigos edifícios administrativos, o monumento assinala o local onde se reuniam os poderes locais.
Construído em granito, o pelourinho apresenta uma estrutura complexa assente numa base circ…
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O pelourinho de Cedovim, datado de 1574, marca o centro histórico desta antiga vila transmontana, testemunhando a autonomia municipal durante o período manuelino. Localizado no largo fronteiro aos antigos edifícios administrativos, o monumento assinala o local onde se reuniam os poderes locais.
Construído em granito, o pelourinho apresenta uma estrutura complexa assente numa base circular de quatro degraus. A coluna cilíndrica suporta um remate em gaiola hexagonal, decorado com seis colunelos laterais e um colunelo central. No topo, uma esfera armilar coroada por um catavento completa a composição.
A peça arquitetónica regista a história de Cedovim, vila que recebeu foral em 1271 de D. Afonso III e novo foral em 1512 de D. Manuel. Embora a tipologia sugira influências manuelinas, os pormenores construtivos indicam uma execução posterior. A inclusão da esfera armilar, emblema pessoal de D. Manuel, celebra provavelmente o foral quinhentista.
Em 1836, Cedovim perdeu a autonomia municipal, sendo integrado primeiro em Freixo de Numão e depois, em 1853, definitivamente em Vila Nova de Foz Côa. O pelourinho permanece como elemento central da memória histórica local.
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