O pelourinho de Britiande, localizado na região de Lamego, conta a história complexa de uma antiga honra medieval que passou por múltiplas transformações políticas e administrativas. Originalmente doada por D. Afonso Henriques ao seu aio Egas Moniz, a localidade viveu momentos de autonomia e dependência ao longo dos séculos XIV e XV.
Em 1395, após o sequestro dos bens de Martim Vaz da…
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O pelourinho de Britiande, localizado na região de Lamego, conta a história complexa de uma antiga honra medieval que passou por múltiplas transformações políticas e administrativas. Originalmente doada por D. Afonso Henriques ao seu aio Egas Moniz, a localidade viveu momentos de autonomia e dependência ao longo dos séculos XIV e XV.
Em 1395, após o sequestro dos bens de Martim Vaz da Cunha por traição ao rei D. João I, Britiande integrou-se no termo de Lamego, recuperando a autonomia no ano seguinte. Passou por diversos senhores, incluindo os Duques de Bragança, até ao seu último donatário, D. Jorge de Lencastre, filho bastardo de D. João II.
O pelourinho, mandado construir em 1550 por D. Jorge de Lencastre, então Mestre das Ordens de Avis e Santiago, apresenta características arquitetónicas únicas. Assenta numa plataforma octogonal de três degraus, com uma coluna de secção quadrada que se transforma em octogonal. O capitel, parcialmente truncado, exibe motivos vegetalistas delicados e um remate com cruzes heráldicas das Ordens de Avis e Santiago.
Após a extinção das beetrias, Britiande perdeu definitivamente a sua autonomia. Em 1997, a Junta de Freguesia restaurou o pelourinho, integrando elementos originais com reproduções modernas, preservando assim um importante marco da história local.
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