O Cabeço da Bruxa, situado nas proximidades de Alpiarça, é um sítio arqueológico que revela camadas de ocupação humana desde o Calcolítico até à época romana. Trata-se de uma elevação arenosa com cerca de seis metros de altura, implantada numa planície aluvial, que guarda vestígios de diferentes períodos históricos.
As escavações, iniciadas no final da década de 1970 pelo Instituto Ar…
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O Cabeço da Bruxa, situado nas proximidades de Alpiarça, é um sítio arqueológico que revela camadas de ocupação humana desde o Calcolítico até à época romana. Trata-se de uma elevação arenosa com cerca de seis metros de altura, implantada numa planície aluvial, que guarda vestígios de diferentes períodos históricos.
As escavações, iniciadas no final da década de 1970 pelo Instituto Arqueológico Alemão, permitiram descobrir elementos significativos de cada época. Do período calcolítico, destacam-se os característicos 'ídolos de cornos' e fragmentos de cerâmica campaniforme. No Bronze Final, foi identificada uma necrópole com três urnas preservadas, algumas com ornatos brunidos de 'tipo Alpiarça'.
A presença romana é atestada por marcos miliários dedicados ao imperador Trajano e fragmentos de cerâmica fina, como terra sigillata hispanica e terra sigillata clara que documentam os contactos comerciais da região. (sigillata deriva do selo (sigilum) com que eram marcadas as peças e era usado como referência da qualidade do oleiro ou da oficina onde eram produzidas). A localização geográfica de Alpiarça, no cruzamento de importantes vias romanas que ligavam a diferentes pontos do território, terá sido fundamental para a relevância deste território.
O sítio oferece aos visitantes um olhar único sobre as comunidades que habitaram este território ao longo de milénios, revelando as suas práticas culturais, sociais e económicas.
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