O Convento do Carmo em Moura, fundado em 1251, marca um momento singular na história religiosa portuguesa. Primeiro convento carmelita da Península Ibérica, nasceu por doação dos Cavaleiros de São João de Jerusalém para acolher capelães regressados da Terra Santa.
Localizado no distrito de Beja, no Alentejo, o convento foi berço de uma importante comunidade religiosa que, em 1421, con…
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O Convento do Carmo em Moura, fundado em 1251, marca um momento singular na história religiosa portuguesa. Primeiro convento carmelita da Península Ibérica, nasceu por doação dos Cavaleiros de São João de Jerusalém para acolher capelães regressados da Terra Santa.
Localizado no distrito de Beja, no Alentejo, o convento foi berço de uma importante comunidade religiosa que, em 1421, contava já com 42 monges. Daqui partiram os frades que fundaram o famoso Convento do Carmo em Lisboa, a pedido de D. Nuno Álvares Pereira, e que mais tarde iniciariam missões de evangelização no Brasil.
A arquitetura atual reflete múltiplas transformações. Os vestígios góticos originais foram progressivamente substituídos por elementos manuelinos e renascentistas durante o século XVI. Destacam-se o pórtico renascentista da igreja, os azulejos setecentistas na nave e o claustro de dois pisos com ordens dórica e jónica.
Após a extinção das ordens religiosas, o edifício serviu como hospital da Santa Casa da Misericórdia, acolhido pelas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras. Hoje, encontra-se em ruínas, aguardando um projeto de recuperação turística que poderá devolver vida a este importante marco do património cultural alentejano.
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