O Castelo de Moura, localizado no Alentejo, distrito de Beja, eleva-se numa colina calcária a 184 metros de altitude, dominando a paisagem envolvente. A sua história remonta à Idade do Ferro, tendo sido sucessivamente ocupado por romanos, visigodos e muçulmanos, que o transformaram na capital provincial de Al-Manijah.
Durante a Reconquista, o castelo foi palco de intensos confrontos, …
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O Castelo de Moura, localizado no Alentejo, distrito de Beja, eleva-se numa colina calcária a 184 metros de altitude, dominando a paisagem envolvente. A sua história remonta à Idade do Ferro, tendo sido sucessivamente ocupado por romanos, visigodos e muçulmanos, que o transformaram na capital provincial de Al-Manijah.
Durante a Reconquista, o castelo foi palco de intensos confrontos, mudando de mãos várias vezes entre cristãos e muçulmanos até à conquista definitiva em 1232. No reinado de D. Dinis (1279-1325), o castelo foi reconstruído, aproveitando as antigas muralhas muçulmanas e ganhando uma nova configuração defensiva.
A fortificação medieval apresenta características arquitetónicas únicas: uma alcáçova ovalada com 200x100 metros, uma torre de menagem gótica com sala octogonal no segundo piso, e muralhas reforçadas por torres circulares e quadrangulares. No século XVII, durante a Guerra da Restauração, foi adicionada uma linha abaluartada em formato estrelado, com muro rampante e fosso.
No interior do castelo encontram-se as ruínas do Convento de Freiras Dominicanas, fundado em 1562, e a igreja anexa, onde se destaca o túmulo manuelino de Pedro e Álvaro Rodrigues, figuras lendárias associadas à conquista de Moura.
A história do castelo entrelaça-se com a lenda da moura Salúquia, uma narrat
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