O pelourinho de Chãs de Tavares, localizado no centro histórico da antiga vila, é um notável exemplo da arquitetura manuelina do século XVI. Construído em 1514, após a concessão de um novo foral por D. Manuel, o monumento marca simbolicamente a autonomia administrativa local.
Erguido em granito, o pelourinho apresenta uma estrutura octogonal complexa, assente num soco de três degraus …
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O pelourinho de Chãs de Tavares, localizado no centro histórico da antiga vila, é um notável exemplo da arquitetura manuelina do século XVI. Construído em 1514, após a concessão de um novo foral por D. Manuel, o monumento marca simbolicamente a autonomia administrativa local.
Erguido em granito, o pelourinho apresenta uma estrutura octogonal complexa, assente num soco de três degraus escalonados. O fuste prismático desenvolve-se em faces lisas, revelando a sobriedade característica da época. Na parte superior, uma gaiola aberta suportada por delicados colunelos coroa a estrutura, terminando num pináculo decorado com duas esferas sobrepostas.
Como pormenor curioso, assinala-se a cerca de um metro de altura: uma depressão circular no fuste, possivelmente resultante do atrito de cordas ou correntes utilizadas em práticas judiciais locais. Dois dos colunelos foram substituídos em restauros realizados na década de 1940, quando se procedeu à consolidação estrutural com argamassa.
O pelourinho testemunha a história de Chãs de Tavares, povoação com registos documentais que remontam ao início do século XII, quando terá recebido o primeiro foral de D. Teresa. Hoje, o monumento permanece no largo principal, junto à antiga cadeia e tribunal, como elemento identitário de uma comunidade rural com profundas raízes históricas.
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