Na cidade do Porto, o Quiosque da Praça Mouzinho de Albuquerque representa um exemplo singular da arquitetura urbana do início do século XX. Construído em 1925 por António Baltazar para venda de tabaco e jornais, o quiosque original ocupava um lugar destacado na Rotunda da Boavista, integrando-se na paisagem característica da época.
Com uma estrutura octogonal em madeira exótica pinta…
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Na cidade do Porto, o Quiosque da Praça Mouzinho de Albuquerque representa um exemplo singular da arquitetura urbana do início do século XX. Construído em 1925 por António Baltazar para venda de tabaco e jornais, o quiosque original ocupava um lugar destacado na Rotunda da Boavista, integrando-se na paisagem característica da época.
Com uma estrutura octogonal em madeira exótica pintada de verde escuro, o quiosque apresentava elementos decorativos únicos. Duas aberturas com caixilharia de guilhotina em madeira branca exibiam vidros coloridos e incolores, enquanto frisos de azulejos polícromos emolduravam as janelas, criando um ambiente visual complexo.
Entre finais do século XIX e primeiras décadas do século XX, cerca de setenta quiosques semelhantes pontuavam a cidade do Porto. Mais do que simples estabelecimentos comerciais, estes espaços funcionavam como pontos de encontro social e cultural.
Após décadas de existência, o quiosque foi desmontado em 2005. Embora o original se tenha deteriorado, a Câmara Municipal do Porto criou cinco réplicas fiéis, atualmente instaladas em locais emblemáticos como a Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade, preservando assim a memória desta tipologia arquitetónica única.
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