A Ilhota do Outeiro, também conhecida como Ilha dos Amores, é um local histórico singular situado na confluência dos rios Douro e Paiva, no município de Cinfães. Formada após a construção da Barragem de Crestuma-Lever, a ilha guarda vestígios de ocupações humanas que remontam ao Calcolítico até à Idade Média.
As escavações arqueológicas realizadas em 1997 e 1998 revelaram estruturas m…
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A Ilhota do Outeiro, também conhecida como Ilha dos Amores, é um local histórico singular situado na confluência dos rios Douro e Paiva, no município de Cinfães. Formada após a construção da Barragem de Crestuma-Lever, a ilha guarda vestígios de ocupações humanas que remontam ao Calcolítico até à Idade Média.
As escavações arqueológicas realizadas em 1997 e 1998 revelaram estruturas medievais importantes, nomeadamente os restos de uma torre defensiva com cerca de 5,5 metros de comprimento e 3 metros de largura. Associada a esta torre encontrava-se uma cerca defensiva, provavelmente datada do século XII, que demonstra a relevância estratégica deste pequeno território no contexto regional.
No conjunto arquitetónico destaca-se uma pequena capela dedicada a São Pedro, mencionada em documentos régios desde 1421. O local foi um ponto crucial de passagem no Douro, com evidências de atividades metalúrgicas, comprovadas pela descoberta de um forno, uma forja e diversos artefactos metálicos.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1977, o Povoado da Ilhota do Outeiro oferece aos visitantes um olhar fascinante sobre as diferentes civilizações que moldaram esta região ao longo dos séculos.
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