Fundado em 1570, o Convento de Santa Marta conheceu diversas campanhas que alteraram a feição primitiva, destacando-se as da primeira metade do século XVIII que introduziram decoração azulejar em lambris do claustro, e as pós-terramoto com reedificação concluída em 1758. De planta rectangular e volumetria paralelepipédica coberta a duas águas, o alçado principal apresenta arco abatido de acesso…
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Fundado em 1570, o Convento de Santa Marta conheceu diversas campanhas que alteraram a feição primitiva, destacando-se as da primeira metade do século XVIII que introduziram decoração azulejar em lambris do claustro, e as pós-terramoto com reedificação concluída em 1758. De planta rectangular e volumetria paralelepipédica coberta a duas águas, o alçado principal apresenta arco abatido de acesso à galilé defendida por grade setecentista de ferro forjado, coberta por abóbada abatida revestida de azulejos azuis e brancos historiados do segundo quartel de Setecentos.
O interior de nave única com capelas laterais intercomunicantes exibe abóbada de berço decorada com pintura ornamental monócroma oitocentista. A restante decoração resume-se a lambril azulejar azul e branco de meados de Setecentos. A capela-mor comprida ladeada por altares de cabeceira é coberta por abóbada de canhão com estuques decorados.
A classificação inclui boca de cisterna revestida a azulejo num dos pátios, dependências com lambris azulejares, claustro com azulejos tipo albarradas e golfinhos com barra de volutas da primeira metade de Setecentos, e escadaria nobre. Actualmente a funcionar como arquivo dos Hospitais Civis de Lisboa, o conjunto é particularmente representativo da arquitectura conventual lisboeta setecentista que resistiu às transformações urbanas dos últimos séculos.
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