O Posto Fronteiriço de Porto Roque, situado no concelho de Marvão, junto à fronteira com Espanha, é um complexo arquitetónico singular que documenta a política de infraestruturas do Estado Novo nas décadas de 1960 e 1970. Projetado pelos arquitetos Cassiano Branco e Carlos João Chambers Ramos, o conjunto integra um edifício principal de serviços alfandegários, um armazém e um bairro residencial…
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O Posto Fronteiriço de Porto Roque, situado no concelho de Marvão, junto à fronteira com Espanha, é um complexo arquitetónico singular que documenta a política de infraestruturas do Estado Novo nas décadas de 1960 e 1970. Projetado pelos arquitetos Cassiano Branco e Carlos João Chambers Ramos, o conjunto integra um edifício principal de serviços alfandegários, um armazém e um bairro residencial para funcionários.
Construído num período de forte controlo político e económico, o posto fronteiriço reflete a necessidade de fiscalizar a circulação de pessoas e bens entre Portugal e Espanha. O edifício principal divide-se em dois corpos: um dedicado aos serviços da Alfândega e Guarda Fiscal, outro reservado ao turismo e câmbios, onde se destacam murais sobre a vida rural alentejana e um painel de azulejos de Manuel Lapa.
O complexo inclui 20 habitações para funcionários - casas unifamiliares para chefes e bifamiliares para guardas fiscais - e uma igreja. Com o fim das fronteiras em 1993, o posto foi desativado e os edifícios ficaram abandonados. Atualmente, a Câmara Municipal de Marvão desenvolve um projeto de reabilitação urbana, perspetivando a classificação do conjunto como imóvel de interesse municipal.
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