Localizado na entrada da Quinta da Boavista, este monumento integra a Rota do Românico do Vale do Sousa e encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1950.
Datado provavelmente da segunda metade do século XII, o monumento apresenta uma composição única no panorama patrimonial português. Um bloco granítico horizontal assenta sobre duas estelas funerárias com remate circular,…
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Localizado na entrada da Quinta da Boavista, este monumento integra a Rota do Românico do Vale do Sousa e encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1950.
Datado provavelmente da segunda metade do século XII, o monumento apresenta uma composição única no panorama patrimonial português. Um bloco granítico horizontal assenta sobre duas estelas funerárias com remate circular, decoradas com cruzes latinas. Na base, uma laje horizontal sugere um túmulo, ornamentada com elementos simbólicos como uma espada e uma cruz inscrita em círculo.
A sua origem permanece envolta em mistério. Documentos históricos referem um marco delimitador de propriedade monástica próxima, local por onde terá passado D. Mafalda em viagem para o Mosteiro de Arouca em 1191. Embora as narrativas locais sugiram ser o túmulo de um cavaleiro templário, os historiadores acreditam tratar-se do enterramento de uma figura nobre não identificada.
Tipologicamente, o monumento representa um período de transição entre as sepulturas primitivas e as realizações tardo-românicas de outros monumentos regionais.
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