No monte de Santo Ovídio, em Arcozelo, encontra-se um testemunho singular da arte rupestre do Noroeste peninsular: o Penedo do Cavalinho. Esta rocha de granito, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982, guarda uma gravura pré-histórica que transporta os visitantes aos primórdios da ocupação humana na região.
A gravura, datada entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, re…
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No monte de Santo Ovídio, em Arcozelo, encontra-se um testemunho singular da arte rupestre do Noroeste peninsular: o Penedo do Cavalinho. Esta rocha de granito, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982, guarda uma gravura pré-histórica que transporta os visitantes aos primórdios da ocupação humana na região.
A gravura, datada entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, representa de forma esquemática um cavalo e um cavaleiro. Executada provavelmente com um percutor de pedra ou metal, a imagem integra-se no grupo I da arte rupestre, conhecido como Antigo ou Clássico, que caracteriza as expressões artísticas das comunidades pré-históricas da fachada atlântica.
Localizado a cinco metros do muro da capela de Santo Ovídio, o penedo ilustra as práticas artísticas de comunidades sedentárias que escolhiam cuidadosamente superfícies rochosas a céu aberto para registar elementos do seu quotidiano. Embora predominem neste grupo motivos geométricos como círculos e meandros, a representação do equídeo oferece um olhar único sobre as vivências e imaginário dessas primeiras sociedades.
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