O Castro de Trás de Cidades eleva-se num ponto elevado da Serra da Nora, dominando uma paisagem rica em recursos naturais. Este povoado da Idade do Ferro representa um núcleo de ocupação humana no noroeste peninsular, caracterizado por um complexo sistema defensivo composto por duas linhas de muralha, um talude e um fosso.
As estruturas internas revelam habitações de planta circular, …
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O Castro de Trás de Cidades eleva-se num ponto elevado da Serra da Nora, dominando uma paisagem rica em recursos naturais. Este povoado da Idade do Ferro representa um núcleo de ocupação humana no noroeste peninsular, caracterizado por um complexo sistema defensivo composto por duas linhas de muralha, um talude e um fosso.
As estruturas internas revelam habitações de planta circular, oval e rectangular, típicas da cultura castreja. Os vestígios arqueológicos documentam duas fases de ocupação: primeiro pelos povos castrejos e posteriormente durante o período romano, como atestam os fragmentos de cerâmica fina e materiais de construção como tegulae e ímbrices usados na arquitetura grega e romana antiga.
A escolha deste local não foi aleatória. O rio Lima, com a sua navegabilidade, a abundância de cursos de água, a fertilidade do solo e as condições para a pastorícia tornaram este território particularmente atrativo. A proximidade de recursos minerais foi igualmente determinante para a fixação de comunidades ao longo dos tempos.
O sítio arqueológico oferece hoje um testemunho eloquente das estratégias de ocupação e adaptação dos povos que habitaram esta região montanhosa do norte de Portugal, revelando a complexidade das sociedades pré-romanas e a sua capacidade de transformação.
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