Em Chaves, antiga Aquae Flaviae romana, descobriram-se as maiores termas medicinais da Península Ibérica. Soterradas por um sismo há cerca de dois mil anos, estas ruínas foram reveladas em 2005 durante escavações arqueológicas no centro histórico da cidade.
O complexo termal, classificado como monumento nacional em 2012, testemunha a importância das águas termais para os romanos. Com …
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Em Chaves, antiga Aquae Flaviae romana, descobriram-se as maiores termas medicinais da Península Ibérica. Soterradas por um sismo há cerca de dois mil anos, estas ruínas foram reveladas em 2005 durante escavações arqueológicas no centro histórico da cidade.
O complexo termal, classificado como monumento nacional em 2012, testemunha a importância das águas termais para os romanos. Com uma piscina principal de 13,22x7,98 metros e sistemas sofisticados de abastecimento e escoamento de águas, o espaço ocupava aproximadamente um terço da cidade romana.
As águas termais, com temperatura de 76ºC, são únicas na Península Ibérica. Os romanos utilizavam-nas para recuperação física após batalhas e tratamento de diversas doenças. O museu, aberto em 2021, permite aos visitantes explorar as estruturas originais e artefactos recuperados, incluindo peças raras como um pirgo (torre para lançar dados) - um dos três exemplares mundiais.
Comparável apenas a termas de Bath (Inglaterra) e Vichy (França), este local oferece um olhar profundo sobre a medicina, arquitetura e vida quotidiana no Império Romano, preservando memórias de cura e bem-estar de há dois milénios.
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