Construída inicialmente em 1532 durante o reinado de D. Manuel I e concluída em 1715, a Igreja Matriz de Oleiros, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, revela uma história complexa de transformações arquitetónicas.
O interior surpreende pela riqueza decorativa. A nave central ostenta 30 caixotões de madeira policromada, cada um ilustrando símbolos bíblicos do Antigo Testamento. Cinco…
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Construída inicialmente em 1532 durante o reinado de D. Manuel I e concluída em 1715, a Igreja Matriz de Oleiros, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, revela uma história complexa de transformações arquitetónicas.
O interior surpreende pela riqueza decorativa. A nave central ostenta 30 caixotões de madeira policromada, cada um ilustrando símbolos bíblicos do Antigo Testamento. Cinco altares com colunas torcidas decoradas com querubins, parras de videira e aves completam o espaço interior.
Elementos arquitetónicos singulares incluem painéis cerâmicos do século XVIII representando cenas bíblicas, azulejos hispano-árabes do século XVI e um sacrário de madeira policromada com a imagem de Cristo Ressuscitado. A fachada, embora sóbria, esconde um interior de notável complexidade artística.
Historicamente, Oleiros pertenceu aos domínios do Priorado do Crato, tendo sido integrado nos territórios da Ordem do Hospital em 1194. A igreja sofreu diversos restauros, nomeadamente após as Invasões Francesas e um incêndio em 2003 que danificou o retábulo principal.
Classificada como Imóvel de Interesse Público, a igreja constitui um marco fundamental do património cultural local, revelando camadas de história através da sua arquitetura e decoração.
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