No Alentejo, entre Montemor-o-Novo e Arraiolos, encontra-se um impressionante conjunto megalítico que conta histórias de comunidades pré-históricas. O Cromeleque dos Almendres revela-se como um complexo arqueológico singular, composto por cerca de 95 monólitos de granito dispostos numa área de 70x40 metros.
Os monólitos, com alturas variáveis entre pequenas pedras e exemplares com 2,5…
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No Alentejo, entre Montemor-o-Novo e Arraiolos, encontra-se um impressionante conjunto megalítico que conta histórias de comunidades pré-históricas. O Cromeleque dos Almendres revela-se como um complexo arqueológico singular, composto por cerca de 95 monólitos de granito dispostos numa área de 70x40 metros.
Os monólitos, com alturas variáveis entre pequenas pedras e exemplares com 2,5 metros, distribuem-se em pequenos grupos que sugerem micro-universos rituais. Alguns apresentam pormenores decorativos fascinantes: covinhas e linhas sinuosas gravadas nas superfícies rochosas, vestígios de práticas culturais de há mais de 6.000 anos.
Datado entre o início do 4º milénio e meados do 3º milénio antes de Cristo, o local integra-se no denominado 'universo megalítico eborense'. Escavações revelaram vestígios de ocupação pré-histórica nas proximidades, incluindo materiais líticos, cerâmicas e elementos que indicam um povoamento sedentário.
A orientação axial NO-SE dos monólitos, a diversidade de formas - desde almendrados a fálicos - e os pormenores ornamentais fazem deste cromeleque um elemento único no panorama arqueológico peninsular, oferecendo um olhar profundo sobre as práticas culturais e rituais das primeiras comunidades agrícolas do território português.
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