Em Estremoz, o Pátio dos Solares revela uma fascinante trajetória histórica industrial. Localizado num baluarte seiscentista da muralha da vila, o espaço transformou-se ao longo dos séculos, refletindo a dinâmica económica local.
Entre 1774 e 1806, o local acolheu uma Fábrica de Loiça Fina, propriedade de Luís Freme da Roza. Posteriormente, em 1859, José Rodrigues Tocha instalou a pri…
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Em Estremoz, o Pátio dos Solares revela uma fascinante trajetória histórica industrial. Localizado num baluarte seiscentista da muralha da vila, o espaço transformou-se ao longo dos séculos, refletindo a dinâmica económica local.
Entre 1774 e 1806, o local acolheu uma Fábrica de Loiça Fina, propriedade de Luís Freme da Roza. Posteriormente, em 1859, José Rodrigues Tocha instalou a primeira fábrica de moagem a vapor do Alentejo, fornecendo pão e forragens para as tropas da região até 1874.
Nas décadas seguintes, o edifício conheceu novos usos: uma fábrica de cortiça que viria a arder, uma olaria onde Caetano da Conceição (o Alfacinha) aprendeu o ofício, e uma oficina de cantaria nas primeiras décadas do século XX. O espaço não construído servia ainda para festas populares da cidade.
Após um período de degradação, o imóvel foi recentemente recuperado, transformando-se numa unidade hoteleira de luxo que preserva a memória das suas múltiplas vidas industriais. Mantém o enigmático nome de Pátio dos Solares, apesar de nunca ter albergado efetivamente solares.
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