O Castelo de Mértola, situado no Alentejo profundo, revela uma história complexa que atravessa civilizações. Implantado estrategicamente na confluência da Ribeira de Oeiras com o Rio Guadiana, o castelo testemunha séculos de ocupações militares e culturais.
As primeiras fortificações datam da Idade do Ferro, com muralhas de xisto com 2 km de extensão. Durante o período romano, o local…
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O Castelo de Mértola, situado no Alentejo profundo, revela uma história complexa que atravessa civilizações. Implantado estrategicamente na confluência da Ribeira de Oeiras com o Rio Guadiana, o castelo testemunha séculos de ocupações militares e culturais.
As primeiras fortificações datam da Idade do Ferro, com muralhas de xisto com 2 km de extensão. Durante o período romano, o local já apresentava importância defensiva, controlando um ponto crucial da navegabilidade fluvial.
A transformação mais significativa ocorreu no período islâmico, entre 930 e 1031, quando o castelo se consolidou como uma estrutura defensiva sólida. Os muçulmanos aproveitaram as estruturas anteriores, construindo uma alcáçova e muralhas que definiriam a configuração da cidade.
Em 1238, os cristãos conquistaram Mértola, com a Ordem de Santiago a reconstruir o castelo, mantendo elementos arquitetónicos islâmicos. A torre de menagem, concluída em 1292, marca este período de transição, elevando-se a quase 30 metros de altura.
A fortaleza quadrangular, com torres nos ângulos, revela uma racionalização arquitetónica gótica. Destacam-se elementos como o corredor em cotovelo na entrada, defendido por torreões circulares, e a Torre da Carocha, provavelmente usada como prisão.
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