Na cidade de Aveiro, a Casa n.º 3 e 5 da Rua de Sá emerge como um notável exemplar da arquitetura Arte Nova, construída no início do século XX. Provavelmente projetada pelo arquiteto Francisco Augusto da Silva Rocha, o edifício traduz o ambiente cultural e económico da região do Vouga durante a transição entre os séculos XIX e XX.
A fachada principal revela uma composição decorativa r…
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Na cidade de Aveiro, a Casa n.º 3 e 5 da Rua de Sá emerge como um notável exemplar da arquitetura Arte Nova, construída no início do século XX. Provavelmente projetada pelo arquiteto Francisco Augusto da Silva Rocha, o edifício traduz o ambiente cultural e económico da região do Vouga durante a transição entre os séculos XIX e XX.
A fachada principal revela uma composição decorativa rica, onde calcário, azulejos e elementos em ferro se combinam de forma harmoniosa. Um óculo central com vitral, ladeado por porta e janela, marca o primeiro piso, revestido por azulejos verdes. No segundo piso, três janelas com pormenores florais se destacam, sendo a janela central ornamentada com sacada assente em mísulas decoradas com arabescos.
Inicialmente concebido como habitação plurifamiliar, o edifício transformou-se em 1995 no Centro Comunitário da Vera-Cruz. Em 2004, foi classificado como imóvel de interesse municipal, integrando o conjunto de edifícios que caracterizam a identidade arquitetónica de Aveiro.
A estrutura, localizada junto ao Quartel do Carmo, testemunha o desenvolvimento urbano e social da cidade, refletindo o crescimento económico das elites locais através de uma linguagem arquitetónica singular.
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