O pelourinho de Esgueira, localizado na região de Aveiro, é um testemunho arquitetónico da autonomia municipal portuguesa dos séculos XV a XVIII. Datado do início do século XVIII, substitui um exemplar mais antigo e ergue-se junto à antiga Câmara Municipal, seguindo o modelo barroco de coluna espiralada.
A sua história remonta a 1110, quando o conde D. Henrique concedeu o primeiro for…
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O pelourinho de Esgueira, localizado na região de Aveiro, é um testemunho arquitetónico da autonomia municipal portuguesa dos séculos XV a XVIII. Datado do início do século XVIII, substitui um exemplar mais antigo e ergue-se junto à antiga Câmara Municipal, seguindo o modelo barroco de coluna espiralada.
A sua história remonta a 1110, quando o conde D. Henrique concedeu o primeiro foral à localidade. Posteriormente, passou pelo domínio do Mosteiro do Lorvão durante os reinados de D. Sancho I e D. Sancho II, até que D. Manuel outorgou novo foral em 1515. Com D. João III, Esgueira tornou-se cabeça de comarca, estatuto que manteve até 1759, quando Aveiro foi elevada a cidade.
Arquitetonicamente, o pelourinho assenta sobre um pedestal com fuste liso, coroado por um capitel coríntio com uma ordem de acantos. O elemento superior apresenta um corpo paralelipipédico onde estão esculpidos símbolos nacionais e locais: o brasão nacional, uma embarcação de três mastros - alusiva à importância marítima regional - três setas cruzadas, a esfera armilar e a cruz de Cristo.
Os ferros galheiros, que terminam em flor, e as argolas completam este elemento histórico que documenta a relevância de Esgueira até ao século XVIII.
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