O Castro de Ovil, localizado na freguesia de Paramos, município de Espinho, é um povoado pré-romano datado do século II a.C. Implantado numa colina de baixa altitude próxima à costa, o sítio arqueológico revela uma comunidade da idade do ferro com características únicas na região noroeste peninsular.
Diferente de outros castros, este povoado não possuía muralhas defensivas, confiando …
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O Castro de Ovil, localizado na freguesia de Paramos, município de Espinho, é um povoado pré-romano datado do século II a.C. Implantado numa colina de baixa altitude próxima à costa, o sítio arqueológico revela uma comunidade da idade do ferro com características únicas na região noroeste peninsular.
Diferente de outros castros, este povoado não possuía muralhas defensivas, confiando apenas no fosso escavado na rocha xistosa e nas condições naturais do terreno para proteção. As estruturas habitacionais desenvolviam-se em núcleos com casas de planta circular, algumas com vestíbulos simétricos, ocupando uma área de aproximadamente dois hectares.
Os vestígios arqueológicos documentam a vida quotidiana dos seus habitantes: fragmentos de cerâmica com decorações incisas, pesos de tear, instrumentos de pesca e elementos relacionados com atividades domésticas e artesanais. O povoado foi abandonado no início do século I, durante o processo de romanização da região.
Atualmente, o local integra um projeto de valorização patrimonial, com perspetivas de criar um centro interpretativo nas ruínas da antiga Fábrica do Castelo, onde serão expostos os artefactos recolhidos nas escavações arqueológicas.
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