A necrópole arqueológica de Alcácer do Sal revela um complexo cemitério da Idade do Ferro, datado entre os séculos V e III a.C. Situada numa encosta próxima à igreja do Senhor dos Mártires, a estação arqueológica oferece um olhar profundo sobre os rituais funerários das comunidades que habitavam esta região do território português.
Os arqueólogos identificaram quatro tipologias distin…
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A necrópole arqueológica de Alcácer do Sal revela um complexo cemitério da Idade do Ferro, datado entre os séculos V e III a.C. Situada numa encosta próxima à igreja do Senhor dos Mártires, a estação arqueológica oferece um olhar profundo sobre os rituais funerários das comunidades que habitavam esta região do território português.
Os arqueólogos identificaram quatro tipologias distintas de sepulturas, cada uma com características únicas relacionadas com práticas de cremação. As sepulturas evidenciam rituais complexos, onde os restos mortais eram depositados em vasos-ossuários, frequentemente acompanhados por objectos pessoais como armas, joias e cerâmicas.
Os vestígios encontrados demonstram intensos contactos comerciais com culturas do Mediterrâneo Oriental, patentes nas peças de cerâmica grega e nos adornos de prestígio. A diversidade dos materiais sugere uma sociedade estratificada, com diferentes práticas funerárias consoante o estatuto social dos indivíduos.
Os primeiros estudos sistemáticos foram realizados por J. Possidónio N. da Silva no último quartel do século XIX, tendo sido posteriormente aprofundados por Virgílio Correia entre 1926 e 1927. Hoje, os artefactos mais significativos podem ser observados no Museu Nacional de Arqueologia.
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