No histórico bairro de Alfama, o Palacete do Chafariz d'El Rei emerge como um testemunho fascinante da arquitetura residencial de Lisboa no início do século XX. Construído a partir de 1907 sobre as ruínas do antigo Palácio do Marquês de Angeja, destruído pelo terramoto de 1755, o edifício revela uma complexa história de propriedade, tendo pertencido inicialmente a emigrantes brasileiros e poste…
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No histórico bairro de Alfama, o Palacete do Chafariz d'El Rei emerge como um testemunho fascinante da arquitetura residencial de Lisboa no início do século XX. Construído a partir de 1907 sobre as ruínas do antigo Palácio do Marquês de Angeja, destruído pelo terramoto de 1755, o edifício revela uma complexa história de propriedade, tendo pertencido inicialmente a emigrantes brasileiros e posteriormente à família de Armando Dias da Cruz.
A sua arquitetura eclética combina elementos neo-árabes, neo-barrocos e neo-clássicos, com uma implantação privilegiada sobre o Rio Tejo. As fachadas em cantaria de aparelho ciclópico com juntas vermelhas destacam-se pela originalidade, enquanto o interior surpreende pela galeria de triplo pé-direito coberta por uma claraboia de vidros coloridos.
Elementos arquitetónicos únicos pontuam o palacete: um mirante voltado para o rio, terraços, varandas com balaustradas e uma guarita de planta circular. No interior, salas decoradas com estuques ornamentais, vitrais, pinturas murais e trabalhos em talha revelam o requinte da época.
Atualmente transformado em hotel de charme, o Palacete do Chafariz d'El Rei continua a ser um precioso exemplo da arquitetura residencial lisboeta de transição entre os séculos XIX e XX.
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