Em Grândola, no Alentejo, encontra-se um fascinante sítio arqueológico romano que revela pormenores da vida quotidiana durante o Império Romano. As termas do Cerrado do Castelo, datadas entre os séculos I e IV d.C., ocupam parte do recinto da Escola Básica local, onde foram descobertas estruturas termais surpreendentemente bem preservadas.
O complexo inclui quatro pequenos tanques, du…
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Em Grândola, no Alentejo, encontra-se um fascinante sítio arqueológico romano que revela pormenores da vida quotidiana durante o Império Romano. As termas do Cerrado do Castelo, datadas entre os séculos I e IV d.C., ocupam parte do recinto da Escola Básica local, onde foram descobertas estruturas termais surpreendentemente bem preservadas.
O complexo inclui quatro pequenos tanques, duas salas com paredes em xisto e vestígios de uma piscina, elementos que sugerem um sofisticado sistema de banhos romanos. Dois fornos de produção de telhas, localizados num nível inferior, indicam atividades industriais complementares desenvolvidas no local.
Os arqueólogos recuperaram artefactos significativos, como fragmentos de cerâmica, ânforas, moedas dos períodos de Augusto, Alexandre Severo e Constantino, e peças em terra sigillata. Nas proximidades, no Cerrado do Arraial, foi inclusive descoberta uma sepultura romana com um valioso espólio, incluindo um colar de ouro com contas em berilo verde.
Identificadas inicialmente por José Leite de Vasconcelos em 1904 e alvo de escavações importantes em 1989-1990, estas termas oferecem um olhar único sobre a presença romana no território português, revelando práticas sociais, técnicas construtivas e dinâmicas económicas de há dois mil anos.
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