A Necrópole das Casas Velhas, situada numa zona rural próxima de Melides, revela os rituais funerários da Idade do Bronze no sudoeste português. Composta por 35 sepulturas organizadas em dois núcleos distintos, o sítio arqueológico oferece um olhar profundo sobre as práticas de enterramento entre 1700 e 1400 a.C.
As sepulturas, construídas em cista, são estruturas individuais de plant…
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A Necrópole das Casas Velhas, situada numa zona rural próxima de Melides, revela os rituais funerários da Idade do Bronze no sudoeste português. Composta por 35 sepulturas organizadas em dois núcleos distintos, o sítio arqueológico oferece um olhar profundo sobre as práticas de enterramento entre 1700 e 1400 a.C.
As sepulturas, construídas em cista, são estruturas individuais de planta retangular, formadas por quatro lajes de calcário com dimensões reduzidas, raramente ultrapassando um metro de comprimento. Na maioria das sepulturas, os mortos eram colocados em posição contraída, acompanhados por um recipiente cerâmico, seguindo rituais específicos da época.
Uma sepultura no núcleo sul destaca-se pela sua estrutura tumular circular, possivelmente pertencente ao 'fundador' da necrópole. Embora algumas sepulturas não contenham espólio, os vestígios arqueológicos permitem compreender as práticas funerárias locais.
Escavada pelo Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal nas décadas de 1970 e 1990, a necrópole documenta um período histórico crucial, revelando como as comunidades do Bronze do Sudoeste organizavam os seus rituais de morte e memória colectiva.
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