O Monumento Megalítico da Pedra Branca, situado no concelho de Grândola, revela a complexidade da vida funerária pré-histórica no sudoeste português. Construído por volta de 2500 a.C., o dólmen eleva-se no topo de uma colina com vista panorâmica para o oceano, distante cerca de 5 km.
A sepultura apresenta uma câmara poligonal com sete esteios e um corredor dividido em dois tramos, sup…
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O Monumento Megalítico da Pedra Branca, situado no concelho de Grândola, revela a complexidade da vida funerária pré-histórica no sudoeste português. Construído por volta de 2500 a.C., o dólmen eleva-se no topo de uma colina com vista panorâmica para o oceano, distante cerca de 5 km.
A sepultura apresenta uma câmara poligonal com sete esteios e um corredor dividido em dois tramos, suportado por um pilar central de quartzito com 2,20 metros. Esta solução estrutural permitia distribuir o peso da cobertura, garantindo a estabilidade do monumento.
As escavações revelaram duas fases distintas de utilização. No primeiro período, durante o Neolítico Final e Calcolítico inicial, o espaço funcionou como ossário, albergando os restos mortais de aproximadamente 65 indivíduos. O espólio inclui placas de xisto decoradas, pontas de seta em sílex, machados de pedra polida e contas.
Numa segunda fase, por volta de 2200-2000 a.C., o local foi reutilizado pela cultura campaniforme, com duas sepulturas associadas a cerâmica decorada, um braçal de arqueiro e pontas de cobre.
O monumento documenta práticas funerárias complexas, revelando como as comunidades pré-históricas organizavam rituais e espaços sagrados na paisagem.
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