A Igreja Matriz de Grândola, originalmente dedicada a Nossa Senhora da Abendada, remonta a meados do século XV. No início do século XVI, encontrava-se degradada, tendo sido alvo de importantes reparações ordenadas por D. Jorge, mestre da Ordem de Santiago. Nesta altura, a igreja foi ampliada e passou a designar-se Igreja de Nossa Senhora da Assunção.
A fachada principal apresenta uma …
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A Igreja Matriz de Grândola, originalmente dedicada a Nossa Senhora da Abendada, remonta a meados do século XV. No início do século XVI, encontrava-se degradada, tendo sido alvo de importantes reparações ordenadas por D. Jorge, mestre da Ordem de Santiago. Nesta altura, a igreja foi ampliada e passou a designar-se Igreja de Nossa Senhora da Assunção.
A fachada principal apresenta uma estrutura marcada por pilastras que dividem três secções: o corpo do templo, os anexos e a torre sineira. Um portal principal e um janelão do coro são elementos distintivos, encimados por um frontão triangular ladeado por pináculos.
No interior, destaca-se um vestíbulo em madeira, uma nave única coberta por um teto de três panos pintado com motivos geométricos e um coro alto em madeira. As capelas laterais exibem revestimentos cerâmicos e retábulos de talha dourada. Na capela-mor, um retábulo neoclássico alberga estátuas representando a Fé e a Esperança.
Um elemento artístico singular é a pintura do Pentecostes, da autoria do pintor maneirista Fernão Gomes, datada do final do século XVI, que se encontra numa das capelas.
A igreja reflete diferentes momentos históricos, desde a influência da Ordem de Santiago até intervenções decorativas nos séculos XVII e XVIII, surgindo como um docuemnto revelador da arquitetura religiosa regional.
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