Na histórica Rua de Santo António, em Braga, é possível observar um conjunto arquitetónico que condensa séculos de memória urbana. Originalmente parte da Judiaria Velha no século XIV, este espaço urbano testemunha a complexa história da comunidade judaica da cidade, que ocupava uma pequena área delimitada por portões de proteção contra ataques antissemitas.
O núcleo edificado, compost…
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Na histórica Rua de Santo António, em Braga, é possível observar um conjunto arquitetónico que condensa séculos de memória urbana. Originalmente parte da Judiaria Velha no século XIV, este espaço urbano testemunha a complexa história da comunidade judaica da cidade, que ocupava uma pequena área delimitada por portões de proteção contra ataques antissemitas.
O núcleo edificado, composto por casas de diferentes dimensões, conserva elementos arquitetónicos de várias épocas. O imóvel número 36-40, conhecido como Casa Grande de Santo António das Travessas, destaca-se pela fachada em cantaria, com portas monumentais decoradas com brasões e frontões seiscentistas. Uma das portas ostenta um baldaquino quinhentista com imagem de Santo António, que viria a batizar a rua.
No interior, pormenores como a porta gótica em ogiva, os tetos com pinturas românticas do século XIX e um fragmento de inscrição hebraica revelam camadas de transformação histórica. O edifício foi posteriormente modificado, nomeadamente pelo cónego João de Meira Carrilho no final do século XVII, que trouxe os oratorianos a Braga.
Hoje, a rua mantém grande parte da sua estrutura original, constituindo um núcleo urbano que permite compreender a evolução arquitetónica e social de Braga entre os séculos XIV e XIX.
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