Símbolo maior da autonomia jurídica de Borba, o pelourinho renascentista foi reconstituído com os fragmentos originais que sobreviveram ao apeamento do início do século XIX. Edificado após a renovação do foral por D. Manuel em 1513 — Borba recebera o primeiro foral de D. Dinis em 1302 —, o monumento erguia-se originalmente junto à Cadeia da comarca, em frente ao castelo, na actual Praça do Povo…
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Símbolo maior da autonomia jurídica de Borba, o pelourinho renascentista foi reconstituído com os fragmentos originais que sobreviveram ao apeamento do início do século XIX. Edificado após a renovação do foral por D. Manuel em 1513 — Borba recebera o primeiro foral de D. Dinis em 1302 —, o monumento erguia-se originalmente junto à Cadeia da comarca, em frente ao castelo, na actual Praça do Povo, onde até finais de Setecentos funcionou o Senado municipal.
Talhado em mármore branco da região, segue a tipologia dos pelourinhos da Ordem de Avis, semelhante aos de Veiros, Cano e Avis, muito provavelmente inspirado no de Vila Viçosa. Actualmente apresenta soco quadrangular de dois degraus de aresta viva, plinto paralelepipédico terminado em garganta reversa, e coluna com base circular e fuste dividido em quatro secções separadas por anéis.
Os elementos originais conservados são o capitel de inspiração coríntia com astrágalo e ábaco sobreposto por florão, e o remate em bola — um esferóide achatado formado por duas calotes unidas por anel moldurado, lavrado com caneluras fundas que terminam em orifícios circulares, coroado por pinha. Tratava-se portanto de um pelourinho de roca, testemunho eloquente dos privilégios municipais e da justiça administrada em nome do rei ao longo dos séculos.
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