Nas colinas da Herdade de Travassos, entre Estremoz e Bencatel, encontramos um marco da vitória que selou a independência portuguesa. Em 17 de Junho de 1665, durante nove horas intensas, o Marquês de Marialva comandou o exército nacional numa batalha decisiva contra as tropas espanholas do Marquês de Caracena, libertando Vila Viçosa do cerco inimigo e pondo fim à Guerra da Restauração com triun…
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Nas colinas da Herdade de Travassos, entre Estremoz e Bencatel, encontramos um marco da vitória que selou a independência portuguesa. Em 17 de Junho de 1665, durante nove horas intensas, o Marquês de Marialva comandou o exército nacional numa batalha decisiva contra as tropas espanholas do Marquês de Caracena, libertando Vila Viçosa do cerco inimigo e pondo fim à Guerra da Restauração com triunfo esmagador.
O obelisco comemorativo, mandado erigir pelo príncipe regente D. Pedro após 1668, eleva-se em mármore branco sobre soco de três degraus quadrangulares. O fuste liso de secção circular, mais largo na base que no topo, apresenta ligeira êntase e remata em capitel toscano coroado por coroa real fechada. No pedestal, gravação inflamada descreve pormenorizadamente a vitória, enumerando prisioneiros, artilharia capturada e carnagem deixada no campo, e exortando visitantes a renderem graças a Deus pelas almas dos combatentes.
A cerca de um quilómetro, junto à aldeia de Barro Branco, subsiste outra memória: lápide de mármore regional com quatro metros de altura, mandada colocar pelo Marquês de Marialva diante da capela de Nossa Senhora da Vitória. A pequena ermida, ampliada em meados de Setecentos, abriga imagem da Virgem invocada como protetora desta vitória decisiva que assegurou a paz futura do Reino.
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